terça-feira, 30 de outubro de 2007

sono+redação+2 da manhã=um conto!

Ontem tinha que fazer uma redação pra hoje e ir em uma festa de um amigo, chego a meia-noite e meia, devo fazer a redação pois amanha é o prazo final, idéias de redação não me vem a cabeça, por outro lado idéias de contos sim, então após acabar minha redação as 2 e 20 da manhã decido escreve um conto rapido sem pensar muito apenas colocando o que vinha na cabeça.
Desde o começo da noite o barulho do relógio parecia muito alto, e todas as noites acho isso, então decidi escreve rum conto sobre isso, espero que gostem.


Tempo Perdido

A lua já havia passado o meio do céu, os insetos não mais faziam barulho, mas o relógio continuava a “ticar”, aquele som, som, som, som, aquele maldito som, cada vez mais forte, mais alto, as engrenagens girando para completar o maldito BUM, BUM, BUM, um martelo, parecia um martelo batendo diretamente em meu crânio, algo que levemente ia tornando minha noite mais desagradável.
Era apenas o começo, ainda havia 5 horas a passar, e um relatório a finalizar, mas o barulho, o maldito barulho, agora, já insuportável, invadia de tal maneira meus pensamentos que não conseguia terminar a PORRA do relatório, amanhã, melhor terminá-lo amanhã e aproveitar as poucas horas que me restavam, de sono.Nunca o caminho até a cama pareceu tão longo o e cansativo, a exaustão de minha mente agora se espalhava por todo o corpo, era o relógio, só pode ser o relógio, fazia tudo parecer mais cansativo e sofrido.
Minha cama, sim minha cama, mesmo deitado eu não conseguia para de pensar na merda do relógio, eu conseguia ouvi-lo a dois cômodos de distância.Tempo, passa, tempo, ele anda, ele conta, ele diminui, ele comanda nosso tempo, maldito relógio, aquilo não conseguia tirar de minha mente a idéia de estar perdendo tempo da minha vida, diminuindo o meu tempo restante.
Que insolente de sua parte, tirando o tempo de nossas vidas sem ao menos se importar, tirando o sono de MINHA vida sem ao menos me questionar, apenas “ticando” e “ticando”, de amanhecer em amanhecer.Porém amanhã não mais.


espero que tenham gostado, brevemente novo post em diaros de um vestibulando.

Um comentário:

Anônimo disse...

Lembrou o final do livro "Os Ratos", quando o Naziazeno fica deitado pensando que o tempo não passa e que os ratos vão roer o dinheiro dele. (?)Mas DEFINITIVAMENTE nem um pouco chato/arrastado como o livro. E tem a sonoridade do Caio F. também, que é o que eu mais gosto nele e nos contos em geral.
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